Em Amor de Perdição as Cartas são um género discursivo fulcral. Simão e Teresa encontram na Carta uma estratégia de diálogo escrito para partilhar os seus sentimentos, uma forma de recusa da limitação social que os impedia de estar juntos. Há nelas uma subjetividade intensa e uma confessionalidade muito forte.
Mas as cartas são também um documento atestando a relação entre duas pessoas. O narrador de Amor de Perdição apoia-se nas cartas para contar a história, sublinhando assim a sua suposta veracidade.
A Carta é, de facto, um género literário muito versátil capaz de cumprir múltiplas funcionalidades.
As Novas Cartas Portuguesas foram um grito de revolta contra a opressão das mulheres na ditadura salazarista e ainda hoje são polémicas....
As Cartas da Guerra são relatos sofridos daqueles que abandonaram o seu país, empurrados para uma guerra difícil de compreender.
Seja qual for a sua função, a carta é sempre uma tomada de posição. É o que acontece com a CARTA ABERTA.
Acede ao padlet e descobre informações sobre como vais fazer a tua CARTA ABERTA.
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